O deputado federal e presidente estadual do Solidariedade, Ribeiro Neto, é alvo de investigação da Polícia Civil do Maranhão após denúncias feitas pela esposa, a empresária Ingrid Graziella Galeno Campos, de 27 anos. O caso envolve acusações de lesão corporal, ameaça, injúria e estupro de vulnerável no contexto da Lei Maria da Penha.
A denúncia foi registrada na Delegacia Especial da Mulher e relata um relacionamento de nove anos marcado por agressões físicas, psicológicas, ameaças e monitoramento constante. Segundo Ingrid, Ribeiro Neto a acusava frequentemente de traição, mantinha vigilância sobre ela por meio de terceiros e fazia ameaças relacionadas à guarda da filha do casal, de quatro anos.
No relato prestado à polícia, a empresária afirma que o deputado tomou seu celular após uma discussão, passou a controlar suas redes sociais e a deixou incomunicável por mais de 48 horas. Ela diz ainda que foi impedida de sair de casa e que familiares cogitaram acionar a polícia após perderem contato com ela.
A vítima também acusa Ribeiro Neto de levá-la para um motel após ameaças e pressão psicológica. Segundo o depoimento, ela foi obrigada a ingerir bebida alcoólica até ficar sem condições de reagir e sofreu violência sexual. O caso foi enquadrado pela Polícia Civil como estupro de vulnerável.
Outro trecho da denúncia descreve ameaças com arma de fogo dentro da residência do casal, no condomínio DW I, na Chácara Itapiracó, em São Luís. Ingrid afirma que o deputado disse que poderia encontrá-la “em qualquer lugar”, apontou a arma para a própria cabeça diante da filha do casal e declarou que ela seria culpada caso ele se matasse.
A empresária relata ainda que Ribeiro Neto permaneceu com bens pessoais dela, incluindo um iPhone 15 Pro Max, um iPad e um MacBook. Ao tentar recuperar um dos aparelhos, segundo a denúncia, ela sofreu nova agressão física e teve o braço lesionado. O caso motivou requisição de exame de corpo de delito ao IML.
Desde ontem, a Polícia Civil do Maranhão realiza diligências para localizar Ribeiro Neto e cumprir medidas relacionadas ao caso, incluindo a tentativa de reaver os aparelhos eletrônicos e demais itens que, segundo a denúncia, pertencem à empresária.
A Delegacia da Mulher pediu, ainda, medidas protetivas de urgência, incluindo afastamento do lar, proibição de contato com a vítima, suspensão do porte de arma e busca e apreensão da arma mencionada pela empresária.
Na íntegra, o depoimento prestado à Polícia Civil do Maranhão:


