O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nas redes sociais ter recebido trechos de um relatório da segurança da Corte que reúne milhares de mensagens com ameaças de assassinato e outras agressões. Apesar das intimidações, declarou que não mudará sua atuação profissional.
Segundo o trecho do documento divulgado pelo ministro, o X concentra o maior volume e a maior proporção de publicações hostis. As mensagens consideradas mais graves incluem referências a fuzilamento, explosão, enforcamento e esquartejamento, com ameaças dirigidas a Dino e a outros integrantes do Supremo.
Na publicação, Dino atribuiu as manifestações de ódio à disseminação de informações falsas. “O ódio exposto nas mensagens deriva da repetição de mentiras, visando causar violência”, afirmou. O ministro também declarou que, em 37 anos como servidor público, nunca respondeu a um processo criminal.
Dino defendeu que eventuais discordâncias de decisões judiciais sejam encaminhadas pelos meios legais. “Se as pessoas não concordam com decisões judiciais, elas podem recorrer aos Colegiados competentes. Não precisa matar o juiz que tomou a decisão, nem fazer discursos raivosos incitando perseguições e agressões”, escreveu.

O ministro afirmou que as ameaças não terão efeito sobre seu trabalho. “Em nada alterarei a minha atuação profissional, pois nunca minha perna ou minha mão tremeram, nem minha voz se alterou.”
Ao concluir, Dino alertou para as consequências da intimidação de magistrados. “Se um juiz passar a ter medo de decidir um processo, à vista do suposto risco de sofrer perseguições pessoais, não existe mais Poder Judiciário. Nem Constituição”, declarou.

